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As doenças infeciosas afetam os nossos animais de companhia, mas é possível prevenir muitas delas através da vacinação. As indicações para fazer determinada vacina dependem dos fatores de risco a que o animal é exposto. Passamos a explicar as doenças para as quais existe vacinação:

Esgana:

Esta é uma doença com elevada taxa de mortalidade, que afeta a parte respiratória, tracto gastrointestinal e sistema nervoso dos cães. A nível terapêutico o objetivo é controlar a sintomatologia e dar suporte ao animal para o organismo combater o vírus. Contudo, tem uma das taxas de mortalidade mais elevadas e quando os animais sobrevivem tendem a ficar com sequelas da mesma.

Parvovirose:

Trata-se de uma doença infeciosa que desencadeia quadros de gastroenterite aguda com diarreia hemorrágica e vómito. Este vírus tem um favoritismo especial por células de replicação rápida, atacando principalmente células do intestino e da medula óssea. Desta forma, provoca também uma baixa nas defesas do animal, favorecendo as infeções secundárias pela via intestinal. Geralmente, quando infetados, requer tratamento agressivo com internamento hospitalar. Quanto mais pequeno e jovem for o animal, pior o prognóstico.

Hepatite infeciosa canina:

É uma doença viral, causada pelo Adenovírus tipo 1 que pode ter consequências graves. Trata-se de uma doença contagiosa em que o vírus ataca o fígado produzindo inflamação grave, que predispõe a infeção e lesão hepática severa. Alguns animais chegam mesmo a desencadear um quadro neurológico secundário. O comprometimento da função hepática pode culminar na morte do animal.

Leptospirose:

Provocada por uma bactéria designada Leptospira spp, trata-se de uma zoonose. Quer isto dizer que pode ser transmitida para humanos. A via de transmissão é urinária (maioritariamente e para os nossos animais), embora a infeção por alimentos contaminados, água e penetração na pele lesionada também seja possível. Esta bactéria causa principalmente dano hepático e renal, sendo que os animais necessitam de internamento para a sua recuperação, principalmente se existir lesão renal aguda. É potencialmente fatal e é prevenida através da vacinação anual.

Raiva:

A raiva está erradicada do nosso país desde 1960. Contudo, trata-se de uma doença zoonótica (que é transmissível ao Homem), e que é fatal. Transmite-se pela saliva de animais infetados, geralmente, por mordedura. Por este motivo, trata-se da única vacina obrigatória por Lei, pois é uma doença erradicada em Portugal e existe todo o interesse em manter assim o nosso país. Caso exista a entrada de um animal com raiva, a vacinação vai prevenir que esta doença se propague pela população e pelos nossos animais.

Tosse do Canil:

A tosse do Canil ou traqueobronquite infeciosa canina, tem este nome por estar associada a grandes concentrações animais e pela facilidade de contágio. Em ambientes fechados, no caso de existir um animal positivo, rapidamente afetará os restantes que não tiverem sido vacinados. Desencadeia um quadro de tosse seca e irritativa que, em último caso, poderá agravar-se e favorecer a infeção bacteriana secundária evoluindo para pneumonia.

Leishmaniose:

Trata-se de uma doença, zoonótica, transmitida pela picada de um Phlebotomus. O Phlebotomus assemelha-se a um mosquito, mas de dimensões muito mais reduzidas. Trata-se de mais uma zoonose, contudo a infeção apenas acontece pela picada de um Phlebotomus infectado, não sendo transmissível entre cães nem entre cães e Humanos. Aqui o vetor é crucial. Quando infetado, o Phlebotomus deposita no animal após a picada um parasita designado Leishmania infantum, que desencadeará o quadro infecioso. Alguns dos sinais desta doença incluem: magreza, unhas grandes (onicogrifose), descamação da pele, feridas nas orelhas e nariz, corrimento ocular purulento, linfonodos aumentados, sangramento nasal (epistaxis), doença renal, doença hepática,…

O tratamento geralmente é para a vida, e pode ser necessário um período de internamento (dependendo da severidade da doença). Em casos severos pode mesmo ser fatal.

Babesiose:

Trata-se de uma doença produzida por um parasita do sangue designado Babesia spp. Este parasita é transmitido através de carraças. Os sinais clínicos são variados e incluem: anemia, febre, palidez, perda de apetite, depressão, perda de peso, fraqueza, aumento do baço (esplenomegália),… Existe tratamento, contudo, alguns animais podem permanecer portadores. Aqui, a maior aposta reside na prevenção do vetor, ou seja, da carraça, recorrendo ao uso de desparasitantes externos adequados.

O seu animal não é vacinado ou tem alguma dúvida relativamente ao protocolo vacinal que lhe foi aplicado?

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